A NOVA REALIDADE:
SOMENTE EMPRESAS DE ALTA PRODUTIVIDADE SOBREVIVEM
 

Hamilton Bueno (*)

No futuro, utilizaremos metade dos trabalhadores,

pagando-lhes o dobro, para que produzam o triplo.

Charles Handy

Os números são assustadores: a IBM demitiu mais de cem mil no mundo todo, enquanto prometia emprego do berço ao caixão. Na GM foram 50 mil. No Brasil, das mil maiores empresas do ramo de auto peças restaram 300. São os efeitos da globalização e da concentração de capital indicando como sobreviventes somente aqueles que transformam competências em resultados.  

Para sobreviver, as empresas se valerão cada vez mais de menos gente, mas muito mais qualificada, para interpretar e gerir a complexidade de um mundo cada vez mais incerto e mutante. Prevê-se que o conhecimento dobrará a cada dois anos e meio. O estresse e a exclusão profissional serão desafios cada vez mais presentes na agenda não apenas do governo, mas da sociedade em geral, e dos líderes em particular.   

O EFEITO TSUNAMI

É a chegada do tsunami, um lençol d’água de mais de uma centena de metros de altura, que modifica e desestrutura tudo por onde passa. Os navegantes, donos de boas informações meteorológicas, ao detectar a presença do tsunami, buscam caminhos alternativos. E nós outros, em terra firme, estamos preparados para enfrentar os nossos tsunamis? A verdade é que bem poucos têm buscado fortalecer suas competências duráveis para se adequar à nova realidade, mais competitiva, onde poucos serão os escolhidos.

É PRECISO FAZER MAIS, COM MENOS E MELHOR

Num horizonte inferior a dez anos prevê-se profunda alteração nas relações de emprego, onde relações de efetiva parceria prevalecerão, exigindo: objetivos comuns, reciprocidade, confiança e complementação sinérgica de competências.

O alicerce para a liderança organizacional é a liderança pessoal. Quando você é líder de si mesmo, se credencia a liderar outros. 

Na virada do milênio, terão lugar apenas os que produzirem mais, com menos e melhor. Para você se preparar para essa cruzada e não ser levado pelo tsunami, os passos a seguir são de enorme valia.

Passo 1 – Cristalize seus pensamentos. Saiba claramente o que você sabe fazer bem e que representa um diferencial competitivo. Em vez de pensar em empregadores, comece firmemente a pensar em clientes. Deixe de dar tiro para todo lado. Tenha foco e concentre-se nele. Aqui se alicerça o comportamento produtivo. Direcione suas energias para poucas coisas que trazem muito resultado.

Passo 2 – Tenha um plano. Liste uma série de providências que você tomará para fortalecer suas competências e seu profissionalismo. Lembre-se sempre: sucesso é reservado àqueles que agem.

Passo 3 – Aja com determinação. Ponha seu plano para funcionar. Vá aos poucos, começando com ações de curto prazo e depois caminhe para as mais impactantes. Pessoas de êxito nunca desistem antes do quinto não. A motivação vem depois de você achar algo importante para alcançar no futuro.

Passo 4 – Acompanhe o progresso. Aprenda a escrever objetivos específicos, mensuráveis, realistas e com tempo definido. Tenha à mão uma planilha simples das ações empreendidas e em desenvolvimento, com um cronograma passo a passo. Reflita sobre alternativas para eventuais desvios de rota e flexibilize-se para rever prazos e planos de ação, tendo na alça de mira a consecução de seu objetivo maior.

Passo 5 – Celebre o sucesso. Aprenda a comemorar as pequenas vitórias. Aliás, o resultado de suas ações é sempre a vitória. Vitória pelo sucesso obtido, ou vitória do aprendizado, em caso de falha.

Ser produtivo não é trabalhar duramente, mas com sabedoria, direcionando energia, talento e competência àquilo que traz resultados.

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( * ) Hamilton Bueno é expert em motivação, liderança, vendas e negociação. MBA pela USP, especializado em Psicodrama, já treinou mais de 22.600 profissionais e seus 4 livros já venderam mais de 45 mil exemplares.